29/03/2017
29 de mar├žo, Dia Estadual da Micro e Pequena Empresa
 

 

Artigo do Presidente da FAMPESC publicado no Diário Catarinense.

 

Caminho para o Desenvolvimento
Alcides Andrade
Presidente da Fampesc

Diário Catarinense – quarta-feira, 29 de março de 2017

Neste 29 de março, Dia Estadual da Micro e Pequena Empresa, é fundamental chamarmos a atenção para um segmento que efetivamente é gerador de desenvolvimento econômico e social, mas que infelizmente ainda não tem a atenção que merece.

Apesar dos indicadores econômicos mostrarem melhora, este ano ano ainda será de muita cautela, pois os juros ainda estão altos e o consumo ainda não voltou. A recuperação do país ainda é lenta. Se o índice de confiança do empresário aumentou, por outro lado, o do consumidor caiu. Tudo isso exige a necessidade de união e participação nas entidades representativas, para aumentarmos nosso poder de pressão.

Santa Catarina, felizmente, foi um dos últimos estados a entrar na crise e, sem dúvida, vai estar entre os primeiros a sair. Nossa posição como segundo maior gerador de empregos em fevereiro é um ótimo indicativo. Ao trazermos a BMW, que nos colocou no radar da inovação mundial; ao atrairmos a suíça Zurich Airport AG para gerenciar o aeroporto Hercílio Luz, temos tudo para fazermos um intercâmbio com essas empresas de ponta e avançarmos, por exemplo, na tecnologia em gestão, beneficiando o conjunto dos empreendedores locais. Na questão do crédito, o programa estadual juro zero para microempreendedores individuais vem funcionando muito bem e precisa ser estendido às micro e pequenas empresas.

Em nível nacional, apoiamos a flexibilização de nossas obrigações na lei trabalhista, mas sem perda de qualquer direito dos trabalhadores. Não é possível que empreendedores com apenas um ou poucos funcionários tenham que cumprir os mesmos requisitos burocráticos das grandes empresas, que dispõem de fortes estruturas jurídicas e de contabilidade. Precisamos tratamento diferenciado e com segurança jurídica.

Na reforma da Previdência, setores governamentais querem aumentar a contribuição das empresas do Supersimples, criado justamente para combater a informalidade. Geramos 60% dos postos de trabalho no país. Colocar essa conquista em risco, definitivamente, não é o caminho que o Brasil precisa seguir para voltar a crescer.

 

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